Poesia em Prosa: Entre Gaivotas, Corujas e Gaiolas




Dizem que os olhos são espelhos da alma
Os teus, são o reflexo da minha alma
Neles eu me encontrei e te achei
Vi a ternura que andava em mim escondida
Vi a alegria de menino, incontida
Vi a meiguice brejeira da carioca
Com esse olhar que muito provoca
Vi o doce sorriso da encantadora natalense
Vi a  dança faceira da maranhense

Gaivotas, corujas, gaiolas opressoras
Tatuagens significativas, libertadoras
Um conjunto que tem sido inspiração
Revelando a grandeza do seu coração
Uma mulher que ainda se diz comum
Merece respeito, não é pra qualquer um.

Olhos esmeraldinos encantadores
Como os verdes mares cearenses
Olhos que escondem muitas dores
De equivocados, precoces amores
Lágrimas de mãe, lágrimas de tristeza
Nem as dores escondem a tua beleza
De rainha do meu idílico castelo
Que pra te esperar se fez belo

E nesse verde mar dos teus olhos
Emoldurado pela beleza inconteste
Do teu sorriso de mulher do agreste
Boquiaberto, em silêncio, contemplei
Tomado de emoção, então chorei
Segurei tua mão, conte comigo
No meu peito só restará teu abrigo.


Raimundo Freire.








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